O aluguel de gerador para hospitais é uma solução de energia temporária utilizada para manter setores e sistemas selecionados durante falhas no fornecimento elétrico, manutenções programadas, obras, ampliações ou intervenções na infraestrutura elétrica da unidade de saúde.
Hospitais apresentam cargas com níveis diferentes de criticidade. UTIs, centros cirúrgicos, pronto atendimento, laboratórios, bancos de sangue, sistemas de comunicação, equipamentos médicos e instalações de apoio podem possuir requisitos específicos de continuidade. Por isso, o gerador não deve ser escolhido somente pela potência em kVA: o projeto precisa considerar quais circuitos serão alimentados, a arquitetura elétrica existente e o tempo admissível de interrupção de cada carga.
A Anvisa verifica, em serviços de urgência e emergência, a existência e o funcionamento de sistema de energia elétrica de emergência. Além disso, projetos de estabelecimentos assistenciais de saúde devem considerar os sistemas de fornecimento de energia geral e de emergência dentro da infraestrutura da unidade.
Para que serve o aluguel de gerador em hospitais?
A locação pode fornecer uma fonte provisória ou complementar de energia quando a instalação permanente não estará disponível ou precisa receber reforço temporário.
Entre as situações em que o serviço pode ser utilizado estão:
- interrupções no fornecimento da concessionária;
- manutenção de transformadores;
- intervenções em subestações;
- manutenção de painéis e circuitos;
- substituição ou manutenção do gerador permanente;
- ampliações hospitalares;
- obras e reformas;
- necessidade temporária de capacidade adicional;
- testes e intervenções programadas;
- contingências na infraestrutura elétrica.
A solução deve ser planejada de acordo com a instalação existente. Dependendo do hospital, o equipamento alugado pode atender somente circuitos prioritários ou uma parcela maior da unidade.
A Locação de Geradores trabalha com grupos geradores a diesel, quadros de transferência, transformadores, bancos de carga e mão de obra especializada para instalação e manutenção, recursos que podem fazer parte de projetos temporários de geração conforme a necessidade da instalação.
Quais áreas de um hospital podem precisar de energia de emergência?
As prioridades não devem ser determinadas apenas pela quantidade de equipamentos de cada setor. A classificação deve considerar o projeto elétrico, os riscos associados à interrupção e os requisitos aplicáveis ao estabelecimento.
Entre os ambientes e sistemas que podem entrar no levantamento estão:
- unidades de terapia intensiva;
- centros cirúrgicos;
- pronto-socorro;
- laboratórios;
- bancos de sangue;
- equipamentos de diagnóstico;
- sistemas de refrigeração;
- centrais de monitoramento;
- iluminação de emergência;
- sistemas de comunicação;
- infraestrutura de tecnologia;
- elevadores selecionados;
- bombas e sistemas hidráulicos;
- climatização de ambientes definidos pelo projeto;
- áreas administrativas essenciais.
Nem todas essas cargas necessariamente serão ligadas ao mesmo grupo gerador. O projeto pode estabelecer prioridades e diferentes fontes de segurança conforme a função de cada sistema.
Como funciona o gerador de emergência de um hospital?
Quando o fornecimento normal é interrompido, uma instalação projetada para transferência automática pode comandar a mudança da alimentação para a fonte alternativa.
Um quadro de transferência automática, frequentemente chamado de QTA, pode fazer parte desse sistema. Entretanto, não é correto afirmar que qualquer gerador hospitalar restabelece toda a energia instantaneamente.
Existe um intervalo entre a identificação da falha, partida do motor, estabilização elétrica e transferência da carga. O tempo aceitável depende da classificação da carga e do projeto da unidade.
Equipamentos e circuitos que não podem tolerar esse intervalo podem exigir outras soluções complementares, como sistemas de alimentação ininterrupta. Órgãos de vigilância sanitária tratam gerador e nobreak como componentes distintos da infraestrutura de energia geral e de emergência dos estabelecimentos de saúde.
Gerador e nobreak são a mesma coisa?
Não.
O gerador produz energia por meio de um conjunto motogerador e pode sustentar cargas por períodos prolongados, desde que existam combustível, capacidade operacional e condições adequadas de funcionamento.
O nobreak ou UPS utiliza armazenamento de energia para evitar ou reduzir interrupções durante a transição entre fontes e atender cargas compatíveis com seu projeto.
Em hospitais, os dois sistemas podem trabalhar de forma complementar. Quando ocorre uma falta de energia, um sistema ininterrupto pode manter cargas determinadas enquanto o gerador entra em funcionamento e assume a alimentação.
Como dimensionar um gerador para hospital?
O dimensionamento deve começar pela identificação dos circuitos que realmente precisarão ser alimentados.
Não é adequado escolher a potência somente pelo número de leitos ou pela área construída. Dois hospitais com dimensões semelhantes podem possuir demandas completamente diferentes devido aos equipamentos, sistemas de climatização, quantidade de elevadores, laboratórios e estrutura assistencial.
Entre as informações necessárias estão:
- potência de cada carga;
- tensão;
- corrente nominal;
- número de fases;
- fator de potência;
- corrente de partida;
- simultaneidade;
- sequência de entrada das cargas;
- perfil de consumo;
- tempo previsto de funcionamento;
- distância até os pontos de conexão;
- capacidade dos circuitos existentes.
Motores de bombas, compressores, equipamentos de refrigeração, climatização e determinados sistemas eletromecânicos merecem atenção especial devido às correntes observadas na partida.
Um gerador de 100 kVA é suficiente para um hospital?
Não é possível determinar isso somente pela potência nominal.
Um gerador de 100 kVA pode atender determinados circuitos de uma clínica ou hospital, mas também pode ser insuficiente para uma instalação com grande número de cargas críticas.
Por exemplo, a alimentação de iluminação, computadores e alguns sistemas auxiliares apresenta uma demanda muito diferente daquela necessária para manter climatização, elevadores, bombas e diversos equipamentos de grande potência ao mesmo tempo. A potência deve ser definida por levantamento técnico.
É possível alugar mais de um gerador para hospital?
Sim. Dependendo da demanda e da arquitetura da instalação, uma solução temporária pode utilizar múltiplos grupos geradores.

Os equipamentos podem atender circuitos separados ou, quando tecnicamente previsto, fazer parte de uma configuração de geração com maior capacidade.
Projetos com redundância também podem prever mais de uma fonte ou unidade geradora, mas a redundância precisa ser efetivamente projetada. Simplesmente posicionar dois equipamentos no hospital não cria automaticamente um sistema redundante. Operação em paralelo exige controles, sincronismo, proteções e configuração elétrica apropriada.
Locação durante a manutenção do gerador permanente
Uma aplicação importante do aluguel de gerador para hospitais ocorre quando o equipamento permanente precisa passar por manutenção, modernização, reforma ou substituição.
Nessa situação, o gerador temporário pode ser conectado antes da intervenção para preservar a estratégia de contingência prevista para determinados circuitos.
O planejamento deve definir previamente ponto de conexão, potência necessária, cargas prioritárias, cabos, proteções, sistema de transferência, local de instalação, período da manutenção e procedimento para entrada e retirada do equipamento.
Sempre que possível, verificações funcionais devem ocorrer antes da indisponibilidade planejada da fonte existente.
Uso durante manutenção elétrica programada
Hospitais também podem precisar de geração temporária durante intervenções em transformadores, cabines, painéis ou outros componentes da distribuição elétrica.
A principal vantagem de uma parada programada é permitir o levantamento antecipado das cargas e a preparação da instalação. Os circuitos que permanecerão energizados devem ser definidos antes do desligamento.
Segurança elétrica na instalação do gerador
Serviços envolvendo eletricidade precisam observar a NR-10, que estabelece requisitos e diretrizes para implantação de medidas de controle e sistemas preventivos destinados à segurança dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente com instalações e serviços elétricos.

No planejamento da locação, devem ser avaliados, conforme aplicável:
- ponto de conexão;
- seccionamento;
- aterramento;
- proteções elétricas;
- identificação dos circuitos;
- proteção dos cabos;
- isolamento da área;
- acesso ao equipamento;
- procedimentos de operação;
- transferência entre as fontes.
Intervenções devem ser realizadas por pessoal devidamente qualificado, habilitado, capacitado e autorizado conforme as responsabilidades e atividades previstas na regulamentação aplicável.
Onde instalar o gerador em um hospital?
A localização precisa conciliar requisitos elétricos, operacionais, logísticos e ambientais. O equipamento necessita de condições adequadas para entrada de ar, arrefecimento e direcionamento dos gases de escape.
Ao mesmo tempo, sua posição deve considerar a presença de pacientes, funcionários, visitantes e áreas assistenciais. Entre os aspectos analisados estão acesso para entrega e retirada, distância até o quadro de conexão, rota dos cabos, ventilação, gases de escape, nível de ruído, área para manutenção, possibilidade de abastecimento, circulação de ambulâncias, circulação de pedestres e proteção contra acesso não autorizado.
O equipamento não deve ser colocado em ambiente fechado ou inadequadamente ventilado sem uma solução de engenharia apropriada.
Ruído do gerador em hospitais
O controle de ruído é especialmente relevante em estabelecimentos de saúde.
Uma carenagem acústica pode reduzir a propagação sonora do grupo gerador, mas o resultado percebido depende também da distância, carga aplicada, características construtivas e posição do equipamento. Paredes, fachadas e superfícies próximas podem refletir o som.
Por isso, a expressão gerador silenciado não deve ser interpretada como ausência de ruído. Antes da instalação, é recomendável analisar o local disponível, as áreas sensíveis próximas e as especificações acústicas do equipamento selecionado.
Combustível e autonomia
A autonomia deve acompanhar o tempo previsto de operação. O consumo de diesel varia conforme fabricante, modelo e percentual de carga aplicado. Consequentemente, não é adequado estimar o consumo de um gerador apenas pela sua potência nominal.
O planejamento deve considerar capacidade do tanque, consumo previsto na carga real, tempo necessário de autonomia, disponibilidade para abastecimento, armazenamento aplicável, acesso da equipe de abastecimento e acompanhamento do nível de combustível.
Para períodos prolongados de operação, o abastecimento precisa fazer parte do plano de contingência.
Quanto custa o aluguel de gerador para hospital?
O valor depende do projeto. Potência é apenas uma das variáveis. Também podem influenciar:
- quantidade de geradores;
- duração da locação;
- necessidade de atendimento emergencial;
- cabos;
- quadros de transferência;
- transformadores;
- transporte;
- instalação;
- combustível;
- abastecimento;
- operação;
- suporte técnico;
- distância até o hospital;
- necessidade de permanência de equipe.
Por esse motivo, não é recomendável utilizar uma faixa genérica como preço definitivo. Uma instalação hospitalar precisa ser cotada conforme sua demanda e os serviços necessários. Para um orçamento, é recomendável fornecer diagramas disponíveis, tensão, cargas prioritárias, potência estimada, endereço e duração prevista.
Aluguel de gerador para hospitais com a Locação de Geradores
A Locação de Geradores atua desde 2014, com sede em Itaquaquecetuba, São Paulo, frota própria e atendimento em diferentes regiões do Brasil. Trabalhamos com grupos geradores a diesel, bancos de carga, quadros de transferência, transformadores e mão de obra para instalação, manutenção e modernização de sistemas de geração.
Em um projeto hospitalar, essas informações precisam ser combinadas com os dados técnicos da unidade para determinar a configuração adequada. Para solicitar uma cotação, é útil informar endereço do hospital, período da locação, objetivo da contratação, tensão da instalação, potência estimada, circuitos que deverão receber energia, existência de QTA, ponto de conexão disponível, distância aproximada dos cabos, necessidade de operação contínua e condições de acesso.
A configuração final deve ser validada pelos profissionais responsáveis pela instalação elétrica e pela operação da unidade.